Casinos Online: A nova droga "legalizada" no Brasil.
- Eduardo Alves
- 30 de set. de 2025
- 2 min de leitura
Por Kayane Raissa, aluna da 2 série do EM.

Nos últimos anos, um tipo de negócio cresceu silenciosamente nas sombras da Internet
brasileira, se apresentando como oportunidades, diversão e “renda extra”. As famosas casas de apostas online, muitas delas, sediadas em sites ilegais e operando sem regulamentação clara.
E quem está ajudando a divulgar esse caminho destrutivo? Celebridades, influenciadores e empresas que enxergam apenas o valor recebido após cada novo usuário.
Estamos diante de um sistema que beira o esquema de pirâmide, onde os poucos que lucram com isso são os mesmos que incentivam milhares a perderem tudo que possuem. Não é à toa que vemos influenciadores com milhões de seguidores, como Virgínia Fonseca, promovendo casas de apostas como se fossem a coisa mais natural do mundo. Entre uma "publi" de perfume e, outra de maquiagem, está lá o link do cassino “Jogue e mude de vida”, prometem mudança de vida, o que realmente acontece, mas mudam a sua vida para pior.
O que não aparece no feed, nem nos storys, são os relatos desesperados de jovens que perderam o pouco do que tinham, famílias destruídas, pais endividados tentando recuperar um dinheiro que nunca irá voltar. A conta, no fim, sempre chega. E quando chega, cobra não só bens materiais. Cobra a saúde mental, a dignidade e, muitas vezes, a própria vida.
O vício em apostas é real e já se tornou uma doença reconhecida pela OMS. E o que antes era restrito aos casinos de Las Vegas, agora está a livre acesso na mão de qualquer um que
possua um pix ou um cartão de crédito. E o ciclo é cruel, a primeira vitória vicia, a sequência
de perdas destrói. E o suicídio se torna a última aposta de quem já perdeu tudo.
O Brasil assiste calado a essa nova epidemia, e quem lucra, cala. Quem sofre, silencia. Mas
esse artigo é um grito. Casa de aposta não é jogo. É armadilha. É perdição. É roleta russa.
E quem promove esse tipo de negócio, sabendo de toda a destruição que causa na vida de
uma pessoa, não é influenciador é cúmplice.








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